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Categoria Reflexões

O Lugar ideal

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Era fim de tarde de uma sexta, voltava para casa depois de um dia longo de trabalho: cansada, triste, sozinha. Comecei a olhar para o céu, e que céu, ele estava…diferente. Como nunca reparei nisso antes? Ele era um azul bonito, com uns tons alaranjados e vermelhos no horizonte, cena de tirar o fôlego. Diante dessa imagem comecei a pensar no por quê estava ali, do que queria da minha vida, como seria meu futuro. E a partir daí comecei a pensar no meu mundo ideal, (digo no mundo físico mesmo), o clima de lá, as pessoas daqui, a segurança de aculá…mas perai, que mundo é esse que eu estava criando? Por que eu busco um mundo perfeito se o que me pode fazer feliz não depende disso, mas apenas de mim?

Comecei a pensar que independende de onde esteja, com quem esteja e como esteja quem decide se sou feliz ou não sou eu e mais ninguém. Ninguém e nenhum lugar pode carregar a responsabilidade da sua felicidade. Você é o dono e responsável por te fazer feliz todos os dias. Mas aí você pode perguntar: mas como? Se eu tivesse mais dinheiro, ou se morasse no estrangeiro, se eu tivesse um homem/mulher que me amasse por inteiro aí sim eu seria feliz. Aí eu te digo de novo, NÃO.

A sua felicidade está nas suas mãos, você decide e se permite ser feliz. Jogue fora todo sentimento ruim que te aprisiona no dia a dia, se afaste de quem não te trata como você merece, agradeça a todos e em todo tempo (uns dos melhores sentimentos é a gratidão), sorria mesmo para quem você não conheça, faça um gesto de amor para quem menos espera, diga a você todos os dias o quanto é querido e especial e verás que é possível sim ser feliz e que o lugar ideal é esse aí bem resolvido dentro de você.

O lugar ideal não é perto do seu namorado, da sua família ou amigos, o lugar ideal é onde mesmo longe deles você consegue ser feliz e quando os reencontrar será o complemento maior do que já tem aí bem resolvido dentro de você. O lugar ideal não é no estrangeiro, ou mesmo fazendo um cruzeiro, o lugar ideal é mesmo viajando ou estando em casa você ter a plena certeza que está bem e resolvido com si mesmo.

Não quero dizer que você não precise de ninguém ou que não deva procurar um bom ambiente para viver, claro que isso faz parte do seu bem estar e ninguém vive sozinho. O que quero dizer é que a sua felicidade não deve depender de outra pessoa ou desse ou daquele lugar, a sua felicidade depende única e exclusivamente de você. Você estando bem consigo mesmo e feliz com o que tem e é aí sim poderá refletir para as pessoas que estão ao seu redor e até mesmo no ambiente que vive. O lugar ideal é onde você junta Deus, amor, paz, tranquilidade e muitos sorrisos. O lugar ideal começa aí dentro de você.

O lugar ideal é onde você se sente feliz e não digo só de lugar físico, mas principalmente dentro de ti. O lugar ideal não é perto de pessoas ou  coisas,  o lugar ideal é onde mesmo longe deles ou sem eles você consegue sorrir e seguir em frente e quando voltar (e se voltar) se sentirá ainda mais feliz.

Com carinho,

Nathy

Intercâmbio: O valor de uma amizade

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As vezes eu paro e reflito sobre a palavra amizade, uma palavra tão bonita, mas que as vezes é tão marginalizada pelas pessoas. Bom, vou dividir um pouco com vocês do que tenho aqui nessa cabecinha sobre esse tema, na verdade são 3 momentos marcantes de amizade para mim (não os únicos).

Nunca fui uma pessoa de ter muitos amigos, talvez por ser tímida e não atrair a atenção e a vontade de amizade de muita gente ou quem sabe por ser tão tímida a ponto de ser séria e passar a impressão de antipatia, não sei, mas eu era assim. Menina quieta, calma, calada e com poucos amigos, mas nunca fiquei sozinha de vez. Tive a sorte (na verdade acredito mais em mão de Deus) que na 4ª série do fundamental, com 10 anos eu conheci a minha melhor amiga. Bem, no início não éramos melhores amigas, mas fomos nos conhecendo e desenvolvendo o que hoje chamo de irmandade, irmã de alma e coração.

Quando eu estava terminando o Ensino Médio e começando a buscar informações de cursos de ensino superior me lembro como se fosse hoje, eu entrava nas famosas comunidades do falecido orkut para buscar pessoas que faziam os cursos que eu tinha interesse para saber opiniões e tudo que fosse necessário para tomar a minha decisão. Até que no grupo de Turismo da UFF tinha uma pessoinha que me deu várias dicas e me ajudou de vez a tomar uma decisão muito importante: fazer vestibular para Turismo. Mal sabia eu que essa veterana que morava na mesma cidade e menos de 5 km da minha casa se tornaria a minha irmã, a minha best forever.

Cheguei em Dublin sozinha, não conhecia ninguém. Peguei o transfer da agência, cheguei na residência estudantil e conheci um grupo maravilhoso de pessoas que moravam lá. Duas semanas depois, ouço que está chegando uma nova moradora para o meu quarto, quando chego da escola eis que ela estava ali, dei um oi tímido, dei as boas vindas e me retirei para deixá-la a vontade com as explicações de um outro colega. Na verdade ela me achou uma antipática de cara (ai a timidez de novo me complicando), mas foi só passar uns dias e já éramos carne e unha.

Quando se vive um intercâmbio o seu amigo é a sua família, todos estão longe, você até fala, liga, se vê pelo skype, mas as vezes quem vem te dar um abraço ou secar suas lágrimas é aquele serzinho que você conheceu a alguns dias, semanas, meses, mas que faz toda a diferença no seu dia a dia num país distante.

O por que dizer tudo isso? o que quero dizer é que amizade verdadeira você conta nos dedos da mão e que não importa o tempo de amizade, a distância, quantas vezes falam por dia, por semana, por mês ou até por ano, sempre que se falam ou se vêem parece que passou apenas umas horas de distância. Amizade verdadeira pode demorar anos ou mesmo horas ou dias para ser construída, porque quando é para ser simplesmente acontece. Já estou a mais de um ano morando fora, e por isso as minhas amizades do Brasil eu não as vejo desde esse período, mas caro amigo, eu te garanto que quando eu as vê será a mesma alegria, palhaçada e animação de sempre.

No intercâmbio essas coisas ficam bem mais perceptíveis. Aqui você faz novas amizades, na escola, na acomodação, na rua, na fila da imigração ou onde seja, muitas delas eu te garanto que serão para a vida. E por mais que seja recente, o convívio diário, as emoções a flor da pele, as dificuldades fazem com se unam ainda mais, pois todos passam pelas mesmas dúvidas, dificuldades, saudades, medos… e isso vai selando e fortalecendo ainda mais o laço e o tempo vai provando que é sim possível ter uma amizade verdadeira com alguém de uma cultura, de crença e até de vida completamente diferente da tua, mas isso que é o interessante, pois é aí que se vê que amizade é construída na base do respeito, solidariedade, amor e compreensão.

E os amigos que ficaram? Esses serão eternos e enquanto não damos o tão sonhado abraço apertado, matamos as saudades por whats app, skype e o que mais a santa tecnologia nos propuser. Esses são impossíveis de esquecer, estiveram presentes em momentos maravilhosos de nossas vidas, nos deram muita força, conselhos e puxões de orelha…Bem… continuam dando a distância.  Esses não nos abandonam nunca, independente da distância. Esses verdadeiros amigos estão sempre prontos para ouvir suas histórias loucas das viagens sem te julgar e chamar de metido, estão de longe torcendo quando diz que foi bem na prova de inglês ou passou de nível, ou mesmo ficar 3 horas no skype ouvindo aquela história gigante e te ouvir com o maior amor do mundo e te encher de conselhos.

Aos de longe e aos de perto, meu muito obrigado. Não tenho muitos, mas tenho os melhores. Deus me presenteou com verdadeiras pérolas que me dão força e me levantam quando eu preciso.

Valorize o seu amigos.

BJs,

Nathy

Saudade, a palavra sem tradução

Quando você decide fazer um intercâmbio e começa a programar, pesquisar e acertar tudo é um dos momentos mais mágicos da vida, principalmente se é um sonho antigo e que batalhou muito para realizá-lo. Eu nunca tive o sonho de fazer intercâmbio, nunca quis morar fora do meu país e muito menos ficar longe da minha mãe, família e amigos, mas a vida é feita de surpresas e as vezes aquilo que você nem imagina acontece. Até que me formei na faculdade, fui efetivada no estágio (meu primeiro emprego de carteira assinada, uhuw quanta alegria), tinha meu dinheirinho, fazia academia e estava tudo aparentemente indo bem…mas eu vi que faltava alguma coisa, não era daquele jeito que tinha pensado que seria a minha vida. Seria aquela mesmice e monotonia diária? teria que me levantar super cedo, enfrentar 2 horas de engarrafamento para ir e mais 2 horas para voltar, chegar em casa tarde e cansada e dormir para no dia seguinte ser a mesma rotina? Eu não queria isso para mim, não queria que minha vida seguisse para esse caminho. Até que do nada, em uma conversa com uma amiga decidimos pesquisar preços de intercâmbio, só por pesquisar mesmo, afinal, não queria morar fora né? Viajar tudo bem, era meu sonho, mas não passar mais de um mês em terras longínquas. Pesquisei os destinos, preços e tudo e decidi me arriscar, assim de uma hora para a outra, eu sozinha. Mas a moça da agência conseguiu me convencer a ficar 6 meses e não 1 mês como pensava. Por que não ir então? O que iria perder? Já tinha um dinheirinho guardado desde meus primeiros estágios, sai bem do trabalho com propostas já de voltar a trabalhar assim que voltasse, e afinal a Irlanda era logo alí, só 12 horinhas de viagem (hahaha) e também ia voltar em 6 meses (pelo menos era o que eu imaginava). Lá eu ia melhorar o inglês, conhecer gente do mundo inteiro e ter a melhor experiência da minha vida. Então fui.

Até que o tempo passou bem rápido desde que decidi vir, 4 meses e eu já estava no aeroporto, com minhas malas prontas, muita coragem e um sonho para viver, um sonho que eu classifico como o melhor e o mais difícil da minha vida. 17 de Maio de 2014 eu chego  em Dublin. Eu não consegui acreditar que aquela menina que tinha tantos sonhos, passou por tanta coisa conseguiria estar ali, naquele aeroporto para vivenciar uma nova experiência, novos desafios, novos medos, mas o que eu não sabia era que além disso tudo eu me descobriria, me conheceria…. conheceria meus limites, enfrentaria os meus medos, me encheria de coragem e mesmo quando não a tivesse, o enfrentaria.

Meu primeiro ano na Irlanda me ensinou muito, cresci muito como pessoa, tive experiências maravilhosas, Melhorei meu inglês, conheci pessoas incríveis de todos os lugares do Brasil e do mundo e tentei aprender o máximo possível com eles. Conheci muitos lugares maravilhosos, literalmente cenários de filmes tanto pela Irlanda quando pelos diversos países que conheci. Mas sem menosprezar nada e ninguém, nem toda a violência e corrupção podem tirar o mérito da beleza do Brasil e da nação brasileira, ninguém tem o melhor calor e recepção que esse país, isso sim eu tenho orgulho.

Eu me mudei recentemente, minha quarta casa aqui desde que cheguei em Dublin. Convivi com gente de muitos lugares do Brasil (sim, todos brasileiros), e me sentia sempre muito em família. Os tenho como família até hoje, já até dividimos a mesa de natal no natal passado, tem coisa mais de família que isso? Mas as vezes você precisa mudar, conhecer novos ares, voar, aprender mais um pouco, afinal existe coisa melhor que desafiar os seus limites e saber até onde pode ir e no final descobrir que era mais forte do que pensava?!

Uma coisa que aprendi aqui é que nada é eterno e tudo muda, você nunca sabe quando, mas muda. Você chega feliz e super empolgado, faz diversas amizades, algumas boas e verdadeiras amizades, mas aí o tempo vai passando e o tempo dessas pessoas vai acabando. Aí você se despede de uma, de outra, e de outra, e de outra e quando vê só está praticamente você dos “velhos tempo”, e agora? o que fazer? É meu amigo, tenho que te dizer que essa parte é a que mais dói. Como você está longe dos familiares e amigos do Brasil você forma uma nova família aqui, e é verdadeira e quando ela vai se desfazendo, seu coração se desfaz um pouquinho também com cada um que se vai. Mas essa é uma parte que temos que lidar, nós que decidimos ficar aqui até quando Deus quiser. Isso faz parte da trajetória, faz parte do crescimento, faz parte do intercâmbio.

Posso te dizer de coração que a “saudade” não foi muito minha companheira nesse um ano que vivi aqui, afinal era tudo novo, tudo recente, tava na melhor fase da minha vida. Claro, as vezes batia um “poxa, queria que minha mãe tivesse aqui pra conhecer esse lugar” ou “minha amiga amaria isso”, mas ainda não era algo que fosse demasiado. Mas o tempo vai trazendo-a calmamente, até que um dia ela explode e sai pelos olhos. Mas faz parte do processo. Temos que aprender a lidar com ela, a danada da saudade.

Confesso que amo esse lugar, amo cada parte daqui, sei que não é um país perfeito, mas afinal qual é? Mas eu consigo definir hoje a Irlanda como o meu lar, não posso te garantir que definitivo, afinal, esse mundo de surpresas tudo pode acontecer, mas sinto paz aqui, sinto que pertenço aqui, pelo menos até agora. Apesar da saudade começar a bater mais forte, da família, dos amigos, das companhias, das festas de família, dos risos frouxos, dos planos, dos sonhos antigos, eu quero tentar mais um pouco, eu quero aprender mais um pouco, eu quero me conhecer mais um pouco.

Essa palavra da nossa língua portuguesa não tem tradução, SAUDADE, mas não precisa né? Quem vive fora sabe muito bem o que é isso e a tradução fica por conta das histórias, do sorriso bobo das lembranças e de uma lágrima que cai enquanto lembra daqueles que tem muito carinho e guarda no coração até a vez do reencontro. Por enquanto sigo aqui, até quando o meu Deus quiser.

Um beijo com carinho,

Nathy

*Dedico esse post a minha mãe, que tanto me ajudou e me incentivou a chegar até aqui e é a responsável por grande parte dessa saudade. Te amo mãe.

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Qual é o seu sonho?

Depois de quase 4 meses sem postar nada aqui resolvi voltar e recomeçar com um tema que parece bem simples, mas será que estamos colocando em prática?

Era 1:30 da manhã de hoje e não conseguia dormir…então comecei a pensar e me veio esse tema a mente…

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Sonho. Essa é uma palavra tão pequena, mas com um significado e uma responsabilidade tão grande. Essa noite perdi o sono, não sei porque apenas comecei a pensar sobre os meus sonhos…quais são os meus sonhos? O que tenho feito para realizá-los? Tenho me empenhado de verdade e dado tudo de mim para alcançá-los? Bem… minha vida mudou bastante depois que vim para Dublin, não digo para melhor ou pior, esse é um caso de ponto de vista que não cabe discutir nessa postagem… mas tenho vivido dias incríveis, muitas experiências, aprendizados, e não apenas aprendizados sobre o outro e sua cultura diferente, mas sobre mim mesma…. quem sou, o que quero, o que sou capaz de fazer, como posso ser melhor… o que estou fazendo com os meus sonhos? Você já parou pra pensar nisso? Responda com sinceridade…. não permita que seus sonhos morram, mas também não espere que alguém bata na sua porta e te entregue aquilo que esperava tão facilmente, a vida não é assim, é preciso lutar… a minha dica é 1) peça a ajuda e força a Deus para encarar seus medos e para te guiar nas suas escolhas. 2) vá, corra atrás, não fique parado, mova-se…. está esperando o que? O mundo está aí para ser vivido, não apenas exista, dê o seu melhor… e por mais que as vezes pareça difícil ou até impossível, mesmo que pareça que ninguém abre uma porta NÃO DESISTA! NÃO PARE! SONHE! Se você acreditar e lutar, seu sonho vai se realizar! Não deixe que te digam o contrário.

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Eu já realizei muitos sonhos, e agradeço tanto a Deus por isso… mas ainda tenho muitos outros, afinal a vida é feita de sonhos, se não sonharmos cada vez mais, mesmo após alcançá-los, devemos focar em outros porque a vida também é feita de sonhos… mas não sonhos para ficarem guardadinhos em você e nunca serem realizados, é preciso focar até alcançar. As vezes as circunstâncias em que vive te faz pensar que não vai conseguir, que tem pessoas melhores que você, que tem barreiras que você não pode passar, que não é bom o suficiente, forte o suficiente, bonito o suficiente, que seja, não acredite nisso. Trace metas e objetivos, isso te ajudará a realizar seus sonhos. E claro, acredite em você.

Boa sorte pra você.. eu estou indo lutar pelos meus sonhos e você?

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Beijinhos

Nathy

Por que é preciso viajar?

Essa pergunta parece meio pretenciosa, afinal por que viajar é preciso? É realmente preciso viajar? não teriam outras prioridades na vida a não ser viajar, como comer, vestir, pagar contas? Quando falamos de viagem as pessoas já pensam logo no gasto que terão, na mão de obrar de preparar bagagem, ver vistos, tomar vacinas, ver passagens e hotéis e o que parecia uma boa ideia no final parece que é mais um pesadelo, mas será que viajar é apenas se desligar da realidade por uns dias e fingir ser quem não é?

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Quando eu era mais nova e disse que faria faculdade de turismo todo mundo me olhada com aquele sorriso bobo no canto da boca e me dizia “ahh vai viajar pra caramba né?” ou “ahh esse emprego até eu quero”, mas mal sabiam eles que o meu caminho até isso seria um tanto quanto longo e que turismólogo não é pago para viajar (apesar de achar que deveria rs). No meu curso eu pude entender a importância do fenômeno turístico para a pessoa e a importância do profissional de turismo na realização dos sonhos do cliente, que o lazer não é um capricho e sim uma necessidade  humana e que  o turismo é sim essencial para a vida. Hoje 1 ano depois de formada e agora sim podendo realizar meu sonho de viajar eu vejo o quanto isso tudo estava correto, a viagem te dá muito mais do que apenas um desligamento temporário da realidade, a viagem te proporciona vida, conhecimento, criatividade, esperteza, te ensina a valorizar as coisas pequenas da vida, de ensina a amar a família, a se virar sozinho, a ser menos tímido, a se arriscar mais, a rir mais, a curtir mais cada momento, a conhecer outras culturas, outras manias, outros costumes, outras vidas… viajar te ensina a ser mais humano, a ser menos egoísta, menos interesseiro, menos individualista…viajar é vida, é experiência, é crescimento, é aprendizado diário.

Se eu puder te dar uma dica é viaje, não gaste os dias preciosos da sua vida reclamando, lamentando, economizando, com medo de viver….viajar nem que seja para uma cidade vizinha te faz enxergar que o mundo e as oportunidades são muito maiores do que imagina e que para viver basta está vivo, e você está então aproveite essa oportunidade e vá ser feliz, pare de só ficar vivendo os sonhos do outro, de viajar pelo facebook, instagram ou whatsapp da vida, não que seja ruim, é uma maravilha essas tecnologias mas não se limite a elas, viva por você, veja com seus próprios olhos tudo de bom que os lugares e as pessoas tem para oferecer, no final da vida você pode não ter nada quem sabe, mas terá muitas histórias e uma bagagem lotada de experiências para contar…. VIVA, VIAJE!

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“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver” – Amyr Klink –

beijos

Nathy

Hospitalidade: uma questão cultural?

Você já teve uma experiência incrível que te fez se sentir um lixo de pessoa?  Pois eu tive ontem aqui em Dublin.

No dicionário Michaelis Hospitalidade significa ato de hospedar, qualidade de hospitaleiro e bom acolhimento. Ai eu te pergunto, a hospitalidade é uma questão cultural ou pessoal? Para mim a cultura influencia muito, pois diz respeito a essência de vida do indivíduo, aquilo que ele aprende desde pequeno na educação de casa, os valores ensinados na sociedade e o que ele aprende com a vida, mas não tira a responsabilidade individual do bem receber. A hospitalidade pode está relacionada ao turismo, ao transporte, aos meios de hospedagem, a alimentação etc, mas o ponto que quero falar é sobre a hospitalidade urbana, que diz respeito ao bem estar não só do turista, mas dos moradores da localidade.
      Pode parecer pouco para alguns, mas pra mim significou muito e me fez perceber ainda mais a essência da hospitalidade incumbida no povo irlandês e a admirável cultura de ajudar o próximo, o receber com amor e não olhar sempre para o seu próprio umbigo. Vou contar rapidamente o que ocorreu ontem que mexeu comigo e me fez colocar na balança a realidade da Irlanda e do Brasil. Ontem (quinta feira) após sair com uns amigos para praticar inglês em um grupo de estudo, ficamos conversando até tarde e voltamos pra casa já no inicio da madrugada. Aqui em Dublin a maioria dos comércios fecham as 17:00 e os pubs e restaurantes normalmente não passam das 2 da manhã, por isso a partir das 00:00 não se vê tanta gente andando na rua. A rua de casa estava vazia, e ainda de longe avistamos um rapaz com uma varinha na mão que ia até o meio da calçada e voltava, ia e voltava, como brasileira  que sou passou várias opções na cabeça: poderia estar bêbado, poderia está se fingindo de cego para nos assaltar, poderia estar fazendo qualquer coisa ruim, porque essa é a realidade do Brasil e é sob esse medo que vivemos. Por um momento decidimos andar de vagar pra ver o que ia dar, mas logo depois eu percebi que estava na Irlanda e não precisava ter essa desconfiança que o brasileiro normalmente tem. Mas por que desconfiança foi a primeira coisa que veio na minha mente? Porque essa é a realidade em que vivemos no Brasil, temos que ter isso para sobreviver,  é a nossa defesa. Chegando perto do rapaz percebi que ele realmente era cego, eu parei e perguntei se ele precisava de ajuda, ele estava com um rosto meio desesperado e disse que sim, que estava procurando a casa número 57. Então começamos a procurar o número e o rapaz se desculpava o tempo todo. Do nada apareceu um guarda vindo em nossa direção e eu expliquei a ele a situação e vi na sua feição a preocupação dele e prontamente começou a nos ajudar na caça do número 57. Procuramos por uns 5 minutos, ofereci de ligar para alguém que pudesse vir encontrá-lo, mas o guarda já tinha encontrado a casa e nos gritou. Depois de uns 5 pedidos de desculpas deixamos o rapaz na porta de casa e continuamos nossa caminhada. Paramos na esquina para vê-lo entrar, percebi que de longe o guarda observava o rapaz. Depois de algum tempo  parados vimos que ele não estava conseguindo abrir a porta e voltamos para novamente ajudá-lo, ele muito agradecido novamente nos deu um monte de pedido de desculpas, nos despedidos, desejamos boa noite uns aos outros e fomos para casa. Aqui a educação é de criação, o guarda realmente trabalha pra te garantir segurança e seus direitos, a cadeia aqui é composta por pessoas que não pagam a taxa anual de TV ou coisas pequenas e não por quem mata pais de família. Eu ainda ando aqui um pouco atenta (afinal não é de um dia para o outro que se esquece a tensão que se vive no Brasil), mas ando aqui tarde da noite sem medo de ser abordada, assaltada ou até mesmo morta como acontece na terrinha verde e amarelo. Aqui ninguém anda armado, nem a policia, as pessoas se respeitam, te pedem desculpa mesmo se você tiver esbarrado nela... Após vê-lo entrar em casa eu caí no choro, pois percebi que aqui as pessoas são ensinadas a ajudar, a zelar umas pelas outras e também pelo fato de quase não ter ajudado uma pessoa que precisava por medo. Fiquei feliz em poder ajudá-lo e hoje apenas 6 dias que estou aqui já sinto uma evolução como pessoa  e pretendo aprender muito mais como ser um ser humano melhor. Vejo como o Brasil precisa mudar, como a mentalidade e a realidade brasileira precisa evoluir, mas sabemos que esse é um desafio árduo, mas se começar conosco já poderá surgir algum efeito. Deixo claro que amo o Brasil, é lá que moro e irei voltar, mas não posso omitir diante de uma realidade tão diferente.

 A gente se acostuma fácil com o que é bom.


Abraços gelados  a todos. ( no momento fazem 9º com sensação de 3º uiiii)

Nathy
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