Categoria Irlanda

Próxima parada: Glendalough

No final de semana passado fui a Glendalough (se pronuncia GLENDELOC) que fica no County de Wicklow, ao sul de Dublin. Desde muitos anos esse lugar atrai as pessoas para o “vale dos dois lagos”, por seu impressionante cenário, rica história e muita vida selvagem. Glendalough é um lugar que realmente inspira a alma e te enriquece pesssoal e culturalmente.

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Este lugar é muito conhecido pelas construções monásticas no início da Idade Média de cristãos primitivos, esse mosteiro foi fundada por St. Kevin no século 6. Ele está situado em um vale glaciar com dois lagos, os restos monásticas incluem uma torre circular, igrejas de pedra redondas e cruzes decoradas.

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As ruínas desse mosteiro ficam dentro da floresta de Glendalough, e é um dos mosteiros mais interessantes do país. Fundado por São Kevin no Século VI, o centro monástico funcionou até a Dissolução dos monastérios, em 1539.

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Um pouco da história….

Kevin, era um descendente de uma das famílias dominantes em Leinster , estudou como um menino sob os cuidados de três homens santos, Eoghan , Lochan e Eanna. Durante este tempo, ele foi para Glendalough.

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Mais tarde ele volta com um pequeno grupo de monges para fundar um mosteiro onde os “dois rios formam uma confluência. Os escritos de Kevin discutem sua luta “knights” em Glendalough com monstros, alguns estudiosos hoje acreditam que isso se refere ao seu processo de auto-exame e suas tentações pessoais.

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Sua fama como um homem santo se espalhou e atraiu numerosos seguidores. Ele morreu por volta de 618 . Hoje as ruínas contam uma pequena parte da história do lugar e continua atraindo diversos seguidores e curiosos.

A torre….

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Esta torre fina,  foi construída de mica-ardósia intercaladas com granito tem cerca de 30 metros de altura, com uma entrada de 3,5 metros da base. O telhado cónico foi reconstruído em 1876 usando as pedras originais. A torre tinha originalmente seis pisos de madeira, ligados por escadas. Os quatro andares acima do nível de entrada estão cada iluminado por uma pequena janela; enquanto o andar superior tem quatro janelas de frente para os pontos cardeais. Foram construídas como torres de sino , mas também atuou na ocasião como celeiros e como locais de refúgio em tempos de ataque.

A igreja….

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Este edifício com telhado de pedra originalmente tinha apenas uma nave, com entrada no extremo oeste e uma pequena janela de cabeça redonda à leste. A parte superior da janela pode ser vista acima o que tornou-se o arco-mor, quando a capela-mor (hoje desaparecido) e a sacristia foram adicionados mais tarde. O telhado íngreme, formada de pedras que se sobrepõem, é suportado internamente por uma abóbada semi-circular. O acesso à câmara croft ou telhado era através de uma abertura retangular em direção ao extremo oeste do cofre. A igreja também tinha um primeiro andar de madeira.

Curiosidade: A Cristianização da Irlanda

A Irlanda tornou-se cristã no século VI, após as missões de São Patrício e outros. Pouco tempo depois, a situação se inverteu, e vários missionários irlandeses, como santa Columba e são Columbano, passaram a viajar para a Bretanha, a França e mais além. A igreja irlandesa cresceu de certa forma independente do controle de Roma, mas manteve fortes ligações com o Oriente. Como o Egito, a fé Cristã inspirou uma proliferação de monastérios. As iluminaturas que decoram diversos manuscritos mostram imagens do Egito cristão, e o material empregado na fabricação das tintas vinha do Oriente Médio. A chegada dos vikings no século IX obrigou os monastérios a adotar medidas de proteção, mas apesar dos ataques eles continuaram florescendo.

Por aí….

No caminho passamos pelas montanhas de Wicklow, uma vista realmente espetacular….

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Apreciamos a fauna e a flora incrível de tirar o fôlego…

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E passamos pela Hollywood da Irlanda, que também fica no County Wickow…

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Passeio incrível que aconselho a quem puder fazer.

Beijos

Nathy

Transporte na Irlanda: Dublin Bus

O transporte público é algo que nos preocupa muito ao fazer uma viagem, pois muitas vezes os passeios e trajetos perto ou longe são feitos por esse meio mais econômico e prático e por isso se espera boas notícias em relação ao transporte público da cidade que se visita. No Brasil  não preciso nem falar muito:  altos preços, péssima qualidade, pouco confortáveis, muitos trafegam em péssimas condições. Aqui em Dublin a situação é bem diferente, e nesse pequeno vídeo amador da para ter uma pequena ideia do que é o transporte público de Dublin.

Espero que tenham curtido!

Beijos

Nathy

Próximo Destino: Bray e Greystones

Sempre que caminho por Dublin e vejo toda a sua beleza natural, arquitetônica, as pessoas na rua, as lojas e o dia a dia acontecendo me da uma felicidade sem igual. É realmente um sonho estar nesse lugar! E a beleza maior não fica depositada só em Dublin, pois tem diversas cidades do interior e dos chamados subúrbios, que nada tem a ver com o significado negativo de subúrbio do Brasil, são apenas locais afastados do centro da cidade, que são lindos e tem uma vista realmente espetacular.

Conheci mais duas cidades ao sul de Dublin: Bray e Greytones. Essas cidades fazem parte do condado de Wicklow e são cidades costeiras. Bray é a porta de entrada para Wicklow e é a cidade costeira mais antiga da Irlanda. Bray é um movimentado centro urbano, com cerca de 32 mil habitantes e por isso é a 9ª maior área urbana da Irlanda de acordo com o censo de 2011. A cidade está situada a cerca de 20 km de Dublin, mas tem fácil acesso de ônibus ou Dart. Lá também está situado o único estúdio de cinema da irlanda, o Ardmore Studios.

Nossa caminhada começou em Bray onde tivemos a primeira vista incrível, um mar lindo à nossa frente com uma grande quantidade de pedras e areia, cerca de 1,6 km, um grande calçadão para as pessoas caminharem ou correrem e uma pracinha bem agradável com muitas opções de restaurantes, sorveterias e lanchonetes, hotéis e pousadas e parquinhos para as crianças brincarem. Em Janeiro de 2010 Bray foi nomeada como a cidade mais limpa da Irlanda, competindo com outras 59 cidades.

Fizemos uma trilha chamada Cliff walk de cerca de 7 km de Bray até Greystones, que segue a linha ferroviária. Foram no total 14 km ida e volta e mais a subida para a cruz de Bray no topo do cume. A distância valeu a pena a cada segundo, foram mais de 5 horas de caminhada no total, mas fomos recompensados com uma vista de tirar o fôlego e um cenário digno da bela  ilha esmeralda.

Greystone fica também ao sul de Dublin cerca de 27 km, logo depois de Bray e também tem acesso direto por ônibus ou Dart ou fazendo a trilha de Bray. Tem a segunda maior população do condado, ficando apenas atrás de Bray. A cidade é o lar dos esportes, tendo vários clubes de baseball, criket, futebol, jogos gaélicos, dois grandes campos de golf entre outros. E a cidade também é o berço de grandes celebridades do país como cineastas, apresentadores de tv, esportistas e mais.

São cidades lindas, com cenários lindos e que vale muito a pena conhecer. Há quem diga que é muito esforço, mas garanto que com a vista e a emoção que se tem no caminho o cansaço e a dor nos pés será apenas um detalhe.

Beijos

Nathy

Igrejas: Destiny Church

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Quando se tem uma crença ou uma fé muito grande é impossível deixá-la de lado quando se viaja, e o que se deseja encontrar do outro lado do mundo é um cantinho que te faça se sentir em família, que te estimule a buscar mais a Deus e onde você possa ter comunhão com a igreja e outras pessoas.  Nas primeiras semanas que cheguei na Ilha Esmeralda eu fiz um post da primeira igreja que visitei, a Selah Church ( veja aqui) que eu gostei muito de conhecer e fui muito bem recebida. Mas depois de visitá-la uma amiga que estava frequentando a Destiny Church me convidou para ir em um culto e quando fui eu me apaixonei.

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Diferente da Selah Church essa é bem diversificada, apesar de ter brasileiros, o que é inevitável tendo em vista que estamos em Dublin, tem pessoas de várias nacionalidades: México, Suiça, Venezuela, Índia, Paquistão e muito mais. Os cultos são aos domingo pela manhã às 11am ou a noite às 6pm (é o mesmo culto nos dois horários, a pessoa escolhe qual quer ir) e as quartas feiras às 7:30pm, onde uma semana é culto de oração e a outra é estudo bíblico. Sempre antes do culto tem um momento do lanche onde é servido biscoitinhos com café/leite/chá e que serve para as pessoas conversarem, se conhecerem e terem comunhão e em seguida começa o culto. O Culto é bem parecido com o que estamos acostumados no Brasil: o culto é aberto com uma palavra mais rápida, logo após é a vez da equipe de louvor, em seguida o pastor faz a pregação e no final tem mais um louvor de encerramento.

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Quando saímos do nosso país e da cultura que estamos acostumados as vezes pode dar um choque quando nos defrontamos com outras culturas, ainda mais aqui em Dublin que é uma cidade tão cosmopolita, mas eu vejo que a igreja é um local muito bom para se conhecer pessoas, fazer novas e boas amizades e conhecer mais do mundo no geral. É claro que com o tempo vamos aprendendo as diferenças e como lidar com cada pessoa, afinal cada um vem tem uma cultura diferente da outra, mas no final somos todos seres humanos em busca dos mesmos objetivos. Mas uma coisa eu tenho observado muito aqui, nossa comunidade brasileira é muito grande aqui em Dublin e apesar de muitos não quererem se “misturar” com outros brasileiros são eles quem ajudam um aos outros quando precisam e te fazem se sentir em casa, porque essa é uma característica muito do brasileiro de acolher e receber. Todos as pessoas que conheci e tenho conhecido lá são muito especiais e me trataram muito bem, mas a maioria não são de chegar e conversar com as pessoas do nada, são mais reservadas a princípio, já o brasileiro não, quando vê outro brasileiro sozinho e/ou perdido já chega para se apresentar e te acolher e por isso essa receptividade do brasileiro é mundialmente conhecido e apreciado.

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Algumas sextas-feira tem um evento chamado “Friday Feelings” que é uma noite de comunhão e alegria onde tem jogos como ping-pong, sinuca, Karaoke e outros, lanchinhos e muita diversão e comunhão. Acho muito legal essa iniciativa, porque é mais um meio de integrar as pessoas e fazer da igreja realmente uma família, ainda mais para tantas pessoas que estão longe do seu país, familiares e amigos e essa sensação de lar nos dar mais forças para continuar em frente.

É isso aí,

Que Deus continue abençoando cada um de nós.

Beijos

Nathy

1 mês de Irlanda

hoje, dia 17 de Junho completa 1 mês que cheguei à Ilha esmeralda. Toda manhã quando eu acordo e ando pelas ruas de Dublin ainda me parece um sonho. É um sentimento muito estranho, pois apesar de ser pouco tempo já vivi tanta coisa que parece que estou aqui há anos. Dublin já me ensinou tanta coisa e mesmo assim ainda tenho muito o que aprender, a viver, a conhecer, a sentir.

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Dublin me ensinou que no verão aqui o dia vai até as 22:30; que o clima não é uma boa referência de que roupa colocar, você tem sair preparado para todas as possíveis mudanças, pois o clima muda umas 99x durante o dia; que as lojas fecham as 17:00 e se um lugar tem horário de encerrar expediente ele te expulsa (educadamente) se você ainda estiver lá; que se você não olhar para os dois lados corre um sério risco de ser atropelado, porque a mão é inglesa; que o Tesco é um bom mercado e tem coisas baratas, mas que pesquisar em outros mercados e mercearias pode te sair mais barato em alguns itens; que tem mais brasileiro por metro quadrado que no Rio de Janeiro se bobear; que aqui se anda tanto que você faz coleção de calos e bolhas; que se na área do temple bar você ver alguma mulher sem salto, com calça e casaco é turista com certeza; que tem tanta igreja quanto pub; que os irlandeses são simpáticos e amáveis com os turistas; que aqui tem muitas qualidades, mas não é perfeito, afinal ser humano é ser humano em qualquer parte do mundo; que quando o sol aparece todo mundo sai de casa e vai para os parques e dizem, felizes,para aproveitar o sol;  que pessoas loiras de olhos azuis são tão comuns como fish and chips a cada esquina; que aqui também tem mendigos e que se vestem bem, tem bicho de estimação e são loiros de olhos azuis; que a cada passo que der, cada rua que entrar, cada lugar que visitar trás uma enorme alegria e satisfação de estar aqui.

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Esses são alguns exemplos do que observei nesses 30 dias de Dublin. A cultura daqui é maravilhosa, tem muito verde, muitos parques, muitos museus, igrejas, prédios históricos, muitos hotéis até mesmo por ser uma cidade turística. Tem muitas cidadezinhas ao redor que vale a pena conhecer e que trazem histórias e arquiteturas incríveis. Os meios de transportes funcionam e tem qualidade, mas a maioria dos lugares centrais se consegue chegar a pé. Em Dublin tem muitos centros de informação turística, o que é muito importante para o estrangeiro que visita o país, só na O’connel, que é a rua principal, tem uns 5.

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Mas o maior ensinamento mesmo é que aqui cada dia é um novo dia, com novos desafios, novas aventuras, novos aprendizados e um crescimento contínuo e acelerado que não seria capaz de alcançá-lo se continuasse no mesmo ritmo de vida do passado. Morar fora te faz ser mais independente, mais maduro, ver a vida de um novo ângulo e uma nova maneira. Aqui é você com você mesmo e apesar de ser um intercâmbio de culturas e ensinamentos e de contato com pessoas de todo canto do Brasil e do mundo você aprende que na verdade você é a sua melhor companhia.

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Amei o meu primeiro mês e sei que muitas outras coisas boas virão, agradeço a cada um que visita meu blog e me acompanha,  e continuem ligados que em breve teremos mais novidades.

beijos carinhosos,

Nathy

Próximo Destino: Dalkey

Você já teve oportunidade de participar de algum cenário de filme? se a resposta é não a cidade de Dalkey, que fica no subúrbio de Dublin, te dará essa sensação. Dalkey é uma cidade que foi fundada como um viking e se tornou um importante porto na Idade Média, hoje em dia ela tem cerca de 8 mil habitantes e dentre eles algumas celebridades como Bono, da banca U2. Ela é bem charmosinha e romântica, cheia de flores e te da uma sensação de estar fazendo figuração em algum filme irlandês.

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Existem vários portos na Costa de Dalkey, e o Bulloch Harbour é o maior deles. Coliemore Harbour é bem menor, mas muito pitoresca e é na parte sul de Dalkey em Coliemore Road. Na Idade Média Coliemore foi o principal porto da cidade de Dublin. Bulloch Porto ainda é um porto de trabalho com os barcos que pescam lagosta e caranguejo. Ele também é usado por moradores e turistas que contratam barcos para a pesca nas proximidades, passeios e para chegar a Dalkey Island.

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Apesar de Dalkey ser uma cidade pequena ela é conhecida por seus bares e restaurantes. Na rua principal a Castle street tem dois castelos do século XIV e uma igreja do século X. No castelo principal existe um passeio guiado no seu interior que custa 8,50 euros para adultos e 7,50 euros para estudantes e tem apresentações de teatro ao vivo a cada meia hora.

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A cidade também possui alguns eventos anuais como o Dalkey Book Festival que acontecerá no próximo final de semana. O festival foi criado para celebrar e promover a riqueza do talento literário em torno da cidade e não é atoa que tem entre seus moradores escritores como Maeve Binchy e Hugh Leonard.

Para chegar em Dalkey basta pegar o Dart ( já falei sobre ele aqui) que custa 5,75 ida e volta. Para chegar ao castelo basta sair da estação e seguir a Castle street por uns 2 minutos que já sai em frente. Para chegar ao porto basta andar uns 20 minutos a direita depois do castelo.

Beijos

Nathy

Mercados na Irlanda : Real Brazil

Quando chegamos em um lugar novo o que mais desejamos é conhecer mais do lugar como os seus costumes, as rotinas dos moradores, os atrativos turísticos, as festas e claro provar  da sua culinária. Mas quando passamos um tempinho fora da terrinha podemos sentir falta de determinados produtos próprios do Brasil e nesse momento o que podemos fazer? se você respondeu voltar ao Brasil está muito enganado, pois aqui em Dublin o que não falta são opções de mercadinhos com produtos brasileiros e hoje vou falar sobre um que já fui algumas vezes que é o Real Brazil.

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Esse mercadinho fica bem próximo de uma das principais ruas aqui de Dublin que é a Grafton Street (falarei dela em próximos posts) e fica na rua Clarendon Row. Ele é um mercadinho simples e pequeno, mas que tem bastantes produtos específicos do nosso país como feijão marrom e preto, creme de leite, nescau, neston, farinhas, picanha, salsichas, guaraná, temperos, biscoitos (ou bolachas rs) e muito mais.

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O atendimento é feito por uma brasileira e além de alimentos também é vendido lá artigos brasileiros como bandeiras, camisas e bonés.

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Então se você está em Dublin ou quer vir para cá, fica tranquilo que temos algumas boas opções para comprar alimentos do Brasil, os preços, claro, são maiores que no nosso país, mas nada tão absurdo que não valha a pena comprar.

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Beijos

Nathy

Transporte na Irlanda: DART

Quando chegamos em um lugar novo temos que nos adaptar aos costumes das pessoas e do lugar e aprender a utilizar seus serviços, aqui em Dublin não é diferente. A facilidade de morar no centro é enorme, tem todas as lojas por perto, escola, mercado e pode-se fazer praticamente tudo a pé, o que já ajuda a economizar com transporte. Mas as vezes não tem jeito, temos que ir em lugares mais afastados, seja para procurar moradia, para uma entrevista de emprego ou apenas para conhecer os bairros e cidades próximas daqui, aí nos deparamos com algumas opções de transporte públicos de Dublin, e hoje eu vou falar de um deles que é o DART (Dublin Area Rapid Transit).

O DART é uma linha de trem que percorre a costa de Dublin e vai de Malahide a Howth ao norte quanto de Greystones a Wicklow ao sul. Ele também se conecta a pontos mais afastados de Dublin na Irlanda do norte como Belfast e Cork. O sistema DART é administrado pela operadora ferroviária nacional, Iarnród Éireann. O DART é mais conveniente para quem vive próximo às áreas costeiras. A estação que se pega o DART no centro é a Connolly Station.

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Para comprar o ticket é bem fácil, tem uma máquina semelhante aos nossos caixas eletrônicos que se compra automaticamente o ticket para todos os destinos que o DART opera, pode-se comprar tanto  o bilhete de ida, como o de ida e volta que sai mais vantajoso no preço. Para quem utiliza desse transporte todos os dias tem a possibilidade de fazer um bilhete semanal ou mensal que também faz a diferença no final do mês. Para quem não consegue utilizar as máquinas de venda de bilhetes também tem os guichês que fazem o serviço.

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Essas máquinas aceitam tanto pagamento em cartão de crédito/débito, VTM (Visa Travel Money) quanto dinheiro.

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Em relação ao preço o transporte de Dublin não é dos mais baratos, mas funciona e tem qualidade. Quando fui para Malahide paguei 5,75 euros ida e volta, mas o trem sai no horário, é novo, limpo e tem wifi grátis.

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Mais fotos do DART:

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O DART é uma opção rápida e tranquila para quem quer conhecer a costa da Irlanda e é fácil de utilizar. Uma dica é comprar o bilhete de uma semana e utilizar quantas vezes quiser e conhecer muitos destinos em apenas 7 dias.

Nas próximas postagens falarei sobre os outros meios de transportes de Dublin que é o LUAS e o ÔNIBUS.

Beijos

Nathy

Próximo destino: Malahide

Em um sábado de sol nada melhor do que turistar, e como aqui na terrinha dia de sol é como ganhar na loteria temos que aproveitar, então fomos a Malahide e conhecemos o Malahide Castle (castelo de Malahide) e um pouquinho da cidade.

 

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     Esse castelo fica em Malahide, uma cidade de cerca de 16 mil habitantes situada ao norte de Dublin, a apenas 15 minutos de DART (trem, falarei mais nos próximos posts). O malahide Castle fica dentro de um parque de 250 acres e pertenceu à família Talbot de 1185 até 1975, quando foi vendida para  o governo irlandês. Lá ainda tem um quadro do último núcleo da família que residiu no castelo. Esse é um ótimo passeio para quem acabou de chegar no país e quer um passeio bom, bonito e barato.

     O caminho até o castelo já dá a ideia do que nos espera, é muito verde, muitas flores, campos para a prática de esporte e tem até um mini shopping com vários artigos de lembranças, roupas, alimentos etc. Para chegar até o castelo é muito fácil, é só sair da estação de trem e seguir para a direita até ver a entrada do Malahide parque, essa aí de baixo.Imagem

     O caminho até o castelo leva em torno de uns 15 minutos, mas é lógico que comigo levou bem mais, já que o trajeto é tão lindo que não se pode perder a oportunidade de fotografar todos os detalhes e fazer muitas poses para as fotos.

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      No caminho é comum ver muitas pessoas caminhando, famílias com crianças, cachorrinhos, ciclistas, pessoas correndo e caminhando, turistas como nós com suas máquinas fotográficas e ao chegar no castelo somos recompensados com uma vista linda do castelo e de um lindo gramado digno de filme. Lá da para estender uma toalha e sentar para conversar, fazer um piquenique, ler um livro ou apenas se deslumbrar com tamanha beleza.

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     Depois de conhecermos o castelo por fora (tem um guiamento dentro do castelo que está em torno de 8 a 12 euros, mas como intercambista recém chegada deixei para fazer a visita em uma outra oportunidade rs) fomos dar uma volta pela cidade, saindo do Malahide parque é só voltar para a direita em direção à estação de DART e seguir em frente, fomos até a marina e tivemos mais uma vez o privilégio de uma vista incrível. Apesar de ser uma cidade pequena é bem charmosinha, tem muitas casinhas à moda irlandesa, restaurantes próximos à marina, mercadinhos e tudo que uma cidade normal tem, mas a tranquilidade de uma cidade pequena.Eu moraria fácil lá! Ainda na marina um senhor típico irlandês puxou assunto comigo, perguntou de onde eu era e falou da beleza das brasileiras, bem pra frente por sinal rs, tive um pouco de dificuldade de entender o que ele falava, porque o inglês do irlandês é um pouco enrrolado e parece que quanto mais no interior da irlanda mais difícil fica a  compreensão, mas levará pouco tempo para entender tudo perfeitamente.

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     Depois da marina ainda continuamos caminhando até a praia, como estava dia de sol muitos irlandeses sairam às ruas e foram a praia. Como carioca que sou é difícil imaginar um “calor” de 17 graus a ponto de colocar biquine e entrar nessas águas congelantes, mas eu entendo que pra quem passa frio de -10 graus 17 graus é pico de verão, então me contentei em andar na areia de tênis e vestida de casaco e continuar admirando esse lugar incrível. O passeio não terminou muito tarde, voltamos em direção ao DART e pegamos o trem de volta à Dublin, só esperando para saber qual será meu próximo destino.

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Beijos a todos

Nathy

Restaurante brasileiro: Caffé Brazil

Todos sabemos que o Brasil tem muitos problemas, mas é indiscutível que possui muita beleza natural, pessoas alegres e receptivas e uma diversidade incrível de clima, sotaques e feições. Mas acredito que muita gente já pensou em morar fora desse país tomado pela violência e corrupção, e quando consegue sair (seja para passear ou morar) se depara com uma realidade bem diferente e convive-se com uma cultura com valores opostos à nossa. Sem desmerecer a terrinha verde e amarelo nós temos muito do que se orgulhar também e uma dessas coisas é a sua culinária maravilhosa, e não há Paris ou Irlanda que ganhe do nosso querido e tradicional arroz e feijão.

Aqui na Irlanda eles vendem arroz e feijão, mas eles não tem a tradição de comer como nós brasileiros, além do feijão irlandês ser doce (ouvi falar, nunca provei). Então os brazucas que chegam aqui na ilha tem que se virar para não passar fome (tá, um pouco de exageiro rs), mas o bom que é de tanto brasileiro que Dublin atraiu houveram empresários inteligentes que aproveitaram o mercado e investiram em lojinhas de artigos brasileiros como lembrancinhas e alimentos (são dois) e restaurantes de comida brasileira (são três). Hoje eu vou falar especificamente de um restaurante que fui ontem que é o Caffé Brazil.

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Nesse restaurante eles vendem comidas tradicionais a la carte como feijoada, strogonnoff, picanha entre outros, mas o que os brazucas mais gostam mesmo é do famoso lunch buffet que é um self service por apenas 4,99 euros e se come a vontade. No dia que eu fui tinha saladas, arroz, feijão preto e moreninho, farofa, lasanha, frango, costela, batata gratinada e mais outras. Quem é brasileiro e nunca saiu do país não sabe a falta que isso faz diariamente, ainda mais quando se vive na correria e não dá para fazer um super almoço desse todos os dias, mas ainda bem que existem esses restaurantes para matar um pouquinho a saudade de casa e saciar de vez a nossa fome rs. A comida estava deliciosa e lá dentro não vemos só brasileiros, existem muitos “gringos” que também aprovam a nossa comida, mas claro que a maioria que frequenta lá são brasileiros.

Abaixo mostro uma foto minha com cara de satisfação e meu pratinho modesto. Quando eu for nos outros restaurantes eu conto como foi a experiência.

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beijos

Nathy

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